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Cozinhas abertas (Open Space): Prós e contras para a realidade portuguesa.

  • Foto do escritor: Bruno Gomes
    Bruno Gomes
  • 18 de abr.
  • 3 min de leitura

A ideia de derrubar as paredes que separam a cozinha da sala é, hoje em dia, um dos pedidos mais frequentes em qualquer projeto de remodelação em Portugal. O conceito de cozinha open space conquistou o seu lugar nas revistas de arquitetura e nos corações de quem procura uma casa moderna, mas será que esta solução se adapta totalmente à nossa realidade e cultura gastronómica? Na Olivedras, acreditamos que não há uma resposta única, mas sim um equilíbrio que deve ser bem pesado antes de se avançar com a primeira marreta.


A maior vantagem, e aquela que seduz a maioria das famílias portuguesas, é sem dúvida a convivência. Na nossa cultura, o ato de cozinhar é um evento social. Com uma cozinha aberta, quem está a preparar o jantar já não fica isolado num compartimento fechado enquanto os convidados ou o resto da família estão na sala. Este layout permite que a vida aconteça de forma fluida, permitindo aos pais vigiarem os filhos enquanto preparam as refeições ou manterem a conversa com os amigos sem interrupções. Além disso, para quem vive em apartamentos mais pequenos, típicos das zonas urbanas de Lisboa, o open space faz milagres pela sensação de amplitude e pela entrada de luz natural, tornando o espaço muito mais arejado e menos claustrofóbico.


No entanto, é impossível falar de cozinhas abertas em Portugal sem tocar no "elefante na sala": os cheiros e os fumos. A nossa gastronomia é riquíssima, mas sejamos honestos: o aroma de um bom refogado ou de um peixe grelhado é fantástico à mesa, mas nem tanto quando fica impregnado nas cortinas ou nas almofadas do sofá da sala de estar. Este é um dos maiores receios dos nossos clientes e com toda a razão. Para que a realidade do open space não se torne um pesadelo aromático, o investimento num sistema de extração de alta gama, um exaustor potente e, preferencialmente, silencioso, deixa de ser um luxo e passa a ser uma necessidade absoluta. Sem uma ventilação planeada ao detalhe, o conforto da zona de lazer pode ficar seriamente comprometido.


Outro fator que muitas vezes passa despercebido no momento do projeto é a gestão do ruído. Numa cozinha fechada, o som da máquina de lavar loiça, do exaustor a trabalhar no máximo ou até do simples bater dos tachos fica confinado. Num conceito aberto, todos estes sons passam a fazer parte da banda sonora de quem está na sala a tentar ler um livro ou a ver televisão. Além disso, existe a questão da desarrumação visual. Para quem não é naturalmente organizado, ver a pilha de loiça suja na banca enquanto descansa no sofá após o jantar pode ser uma fonte de stress desnecessária.


Na Olivedras, quando planeamos estas transformações, sugerimos frequentemente soluções intermédias que ajudam a mitigar estes contras. Pode passar pela instalação de portas de vidro de correr, que permitem manter a ligação visual mas fechar o espaço quando o fogão está a todo o vapor, ou pelo uso estratégico de balcões e ilhas que definem limites sem erguer barreiras. A escolha das cores e das tintas também desempenha um papel crucial, ajudando a delimitar as zonas através do design de interiores sem precisar de paredes. No fim de contas, o open space é uma escolha de estilo de vida: se valoriza a união familiar e a luz acima de tudo, esta é a solução certa, desde que acompanhada pelos materiais e pelo planeamento técnico adequados para a nossa realidade.


Está a pensar abrir a sua cozinha ilha, mas ainda tem dúvidas sobre como lidar com estas questões na sua casa? Na Olivedras, ajudamos a desenhar o espaço que melhor se adapta à sua rotina com cozinhas modernas e cozinhas completas.


Fale connosco e vamos transformar a sua visão numa realidade funcional e sem cheiros indesejados com uma cozinha com alma.

 
 
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